POTENCIAL ZETA: ÁGUA, SANGUE E ADOECIMENTO
admin, 09/06/2011POTENCIAL ZETA: ÁGUA, SANGUE E ADOECIMENTO

I) INTRODUÇÃO
POR QUE A MAIORIA DOS CARDIOLOGISTAS MORRE DE PROBLEMAS CARDÍACOS?
ÁGUA DESTILADA FAZ MAL?
POR QUE PARA MANTER A SAÚDE NÃO BASTA BEBER ÁGUA POTÁVEL?
ÁGUA MINERAL ENGARRAFADA É MAIS SAUDÁVEL?
O QUE É POTENCIAL ZETA?
Embora muitos problemas de saúde sejam provocados pela falta de hidratação provocada pela baixa ingestão de água, muitos ignoram que seus problemas ocorrem pela ingestão de água inadequada.
Este é um dos assuntos menos compreendidos por médicos e terapeutas das mais variadas especialidades: a química da água. E não deveria ser assim, pois estudando-a é que podemos entender a física do sangue e, principalmente, as patologias que envolvem o sistema cardiovascular e o sistema renal.
O mais provável é que se você perguntar ao seu médico ou qualquer outro terapeuta sobre qualquer uma das perguntas acima, prepare-se para encarar algumas caras e bocas estranhas, e para ouvir balbucios e frases expressas sem convicção.
Não os culpe. A imensa maioria simplesmente ignora que muitas condições patológicas (hipertensão, trombose, derrame cerebral, deficiência circulatória, cálculos e pedras nos rins etc.) são provocadas e/ou agravadas pelo tipo de água ingerida e, mais importante, desconhecem que estas condições podem ser minoradas com a ingestão de água com concentração mineral adequada.
O curso médico simplesmente ignora conceitos como Total de Sólidos Dissolvidos na água e sua correlação com os eletrólitos do plasma. Como exigir, então, que os médicos conheçam o relacionamento entre água e doença cardíaca, por exemplo.
A razão não é fácil de explicar em poucas palavras, mas envolve política, dinheiro e poder. Se tal não fosse verdade, nomes como Georges Lakhovsky, Raymond Rife, George Crile e Harold Burr seriam de conhecimento dos médicos e isto não é verdade. Se você quer saber quem são eles pesquise, ou veja neste site (em inglês) um pequeno resumo do papel deles nos primórdios da terapia elétrica: http://www.wellnesselectrotherapy.com/history
Na década de 1920, a ciência começou a entender melhor os sistemas coloides e por volta de 1930, os alemães já tratavam diabete, pancreatites, dependência química... com química coloidal. Entretanto, nos anos 1940, as sulfas e a penicilina foram criadas e a ciência decretou: “em dez anos, todas as doenças estarão erradicadas”. Na França, o governo cria uma Sociedade e determina que as terapias que não fossem quimicamente orientadas estariam banidas. Para se ter a noção do impacto deste pensamento, os conceitos de Galvani sobre eletricidade foram desacreditados pelos franceses à época por não ser do campo da química.
Mas foram os EUA que definiram a estratégia das próximas décadas e que está presente até hoje na ciência médica. Os médicos deixaram de ser pesquisadores, papel que passa a ser desempenhado pelas indústrias. Em vez de pesquisadores com autonomia terapêutica passaram a ser técnicos que implementam um tratamento previamente estabelecido. Essa estratégia retirou paulatinamente o poder do médico de definir sua terapêutica e desembocou nos protocolos de tratamento estabelecidos pelas Sociedades Médicas. Este será o tema de um próximo artigo que escreverei mostrando que ou a Medicina muda este paradigma ou o médico se tornará cada vez mais um técnico que segue os ditames da indústria farmacêutica. Os médicos perderam aquilo que fez a medicina evoluir até nossos dias: o empirismo. Sobre este assunto recomendo entusiasticamente a leitura do livro do Dr. Eduardo Almeida: “As Razões da Terapêutica” (veja uma sinopse aqui: http://www.arzt.com.br/DetalhesArtigos.aspx?cid=9&aid=29).
Por estas razões, o material sobre os estudos dos sistemas coloidais e o sangue humano ficou perdido até ser resgatado por Thomas Riddick há menos de vinte anos.
Este artigo é baseado das ideias de T.C. McDaniel e traz informações contidas em seu livro Disease Reprieve, mas também traz conceitos que aprendi nos seminários do Dr. Paulo Farber e Frank Hartman. É minha contribuição para aumentar a difusão de ideias tão antigas, mas ainda inovadoras.
O primeiro conceito errôneo é acreditar que nosso corpo necessita dos minerais contidos na água. Os minerais essenciais não estão na água que ingerimos. Na verdade, os minerais inorgânicos presentes nos rios, lagos, córregos, lençóis freáticos e sistemas de tratamento de água de nossas cidades são a principal fonte de toxicidade para a vida animal e humana. Os mais letais elementos tóxicos encontrados em nosso corpo vêm dessas fontes: chumbo, arsênico, mercúrio, alumínio...
Assim, cai por terra o argumento daqueles que acham estarem livres de contaminação consumindo água mineral engarrafada: a presença de resíduos químicos (pesticidas e outros tóxicos) e a contaminação por micro-organismos (esgoto sanitário) atingem os lençóis freáticos subterrâneos contaminando as fontes minerais numa velocidade maior do que as autoridades públicas encontram soluções.
II) QUÍMICA BÁSICA
Não se preocupe, não vou escrever um tratado de química. Darei apenas alguns conceitos básicos e começo com uma frase de Mendeleiev: “coloides sob o controle de um cátion produzem aglomeração, enquanto coloides sob controle de um ânion produzem dispersão”.
Escolhi começar com esta frase, pois aqui está a chave para muitas das patologias que acometem o homem moderno. Boa parte delas está associada com elevação de cátions (íons de partícula positiva). Os ânions são partículas carregadas negativamente. Quem dá esta propriedade é o radical OH⁻, conhecido como radical hidroxila. É a energia do radical hidroxila a responsável pela dispersão das pequenas partículas (coloides) por todo o universo.
Os sistemas coloides são conhecidos desde a segunda metade do século XIX e a indústria química se desenvolveu ao aprender a controlá-los. São exemplos de coloide: aerossóis, tintas, papel, emulsões, espumas, plásticos, borracha, pesticidas, tecidos, cosméticos, cimento...
São suspensões extremamente complexas que consistem de muitas partes diferentes em um meio líquido. São sistemas altamente dinâmicos sujeitos a forças elétricas, térmicas e gravitacionais. A força que mantém os elementos em equilíbrio neste sistema é o Potencial Zeta.
É possível mensurar a força eletromagnética dessas partículas em suspensão. Sua medida é em milivolts (mV) e é dado o nome de Potencial Zeta. Apesar de este conceito datar de 1883 (Shulze e Hardy), foi Thomas Riddick, nos anos 1930, que mostrou que tal conceito se aplica ao sangue e nosso sistema cardiovascular. Mais tarde, T.C. McDaniel mostrou como posso usar o Potencial Zeta no tratamento dos problemas renais e cardiovasculares.
Controlar o Potencial Zeta através da concentração de ânions da solução é a chave para e estabilização de qualquer sistema coloide. Quando suspensos em água, em baixa concentração iônica, e pH entre 5 e 10, os coloides adquirem carga negativa. Riddick observou que ao 0 mV (zero Potencial Zeta) ocorre intensa coagulação, enquanto que o máximo de dispersão ocorre aos -100 mV. Na verdade, o início da coagulação ocorre quanto o Potencial Zeta alcança -14 mV.
Quando a concentração de um eletrólito aniônico aumenta progressivamente num sistema coloide seu Potencial Zeta se torna cada vez mais eletronegativo até que alcança um platô; então, reverte e o coloide precipita, ou seja, flocula, ou seja, coagula.
Os coloides eletropositivos, então, produzem coagulação. O alumínio, um cátion trivalente, possui um poder de aglutinação 64.000 vezes maior do que um cátion monovalente, como o Sódio (Na+) ou Potássio (K+).
Na verdade, a ciência tem interesse nesse conceito há muitos anos e qualquer engenheiro hídrico conhece seu fundamento. Como a água encanada corre por tubos de ferro (Fe++, cátion divalente) as partículas se precipitam e entopem o encanamento.
Dispersão é desejável, coagulação, não!
III) O PLASMA HUMANO
Este conceito tem importância capital para nossa saúde, pois o sangue humano é um coloide. Para simplificar, podemos dizer que as partículas em nosso sangue não estão dissolvidas como numa solução. As partículas carregadas pelo nosso sangue estão dispersas.
Agora, fica fácil entender o conceito acima: quando tenho um excesso de cargas positivas (cátions) em meu sangue, tenho aglomeração, ou mais propriamente dito, coagulação. Os médicos conhecem este fenômeno e o denominam Rouleau. Se tenho partículas carregadas negativamente (ânions), há dispersão, que no caso do sangue se traduz por fluidez. É a manutenção da fluidez o propósito básico de estudarmos o Potencial Zeta nos sistemas vivos.
O que interessa nesta discussão é a aplicação dos princípios do comportamento coloidal ao sangue humano, principalmente, como promover a dispersão dos elementos que formam o plasma para assegurar, manter e otimizar a função vascular.
Knisely e Bloch da University of South Carolina demonstraram que coagulação intravascular podia ser observada nas vênulas e arteríolas (pequenas veias e artérias) da esclera e/ou conjuntiva do olho humano, e que um alto grau de fluidez do sangue (sem coágulos) foi característica de boa saúde. Ao contrário, um alto grau de coagulação foi inevitavelmente associado com adoecimento e morte. Veja aqui algumas referências sobre este assunto, principalmente nos números 11-16 e 11-47 (http://www.hbci.com/~wenonah/riddick/ref.htm).
As causas das doenças cardiovasculares e renais não são difíceis de entender desde que você amplie sua visão e enxergue o quadro como um todo. É claro, requer algum conhecimento de física e química, particularmente o conceito de Potencial Zeta, mas ao final deste artigo você saberá mais sobre isto do que muitos doutores.
As doenças não aparecem da noite para o dia, mas são o resultado de alterações que pioram progressivamente até que, finalmente, se manifestam clinicamente. É somente nesta hora que as pessoas procuram o médico e, se por acaso, você for uma pessoa previdente e buscar atendimento antes da doença aparecer é provável que você ouça de que você não tem nada.
Não é somente culpa de seu médico, mas do tipo de medicina ensinado nas escolas. Esta medicina é lesional, isto é, se o médico não enxerga a lesão não há nada de errado com você. Mas se a coagulação persistir e você tiver problemas circulatórios, aí sim ele poderá lhe “tratar”. Digo entreaspas, pois o mais provável é que ele receite medicamentos que vão apenas minorar os sintomas, sem enfrentar a causa real do problema.
Vou ilustrar este ponto de vista através de uma história contada por T.C. McDaniel (http://tcmcdaniel.com/):
“Aos 55 anos tinha o diagnóstico de taquicardia paroxística, uma condição que me obrigava a tomar medicamentos, dentre eles, anticoagulantes. Não aceitava que a ciência médica não podia explicar a causa de meus problemas e fiz aquilo que fui treinado pela escola médica: pesquisar. Encontrei os trabalhos de Riddick e passei e entender o conceito do Potencial Zeta e em como aplicá-los ao corpo humano. Experimentei em mim mesmo e, como obtive resultados excelentes, corri para avisar aos meus colegas cardiologistas que tratavam de mim naquela época. Disse a eles que estava tudo errado no tratamento cardiovascular e mostrei minhas ideias e o resultado em meu próprio corpo. Eles desdenharam do que lhes mostrei e acharam que eu estava ficando maluco. Hoje, aos 95 anos de idade, não uso nenhuma medicação ara o coração e todas as vezes que acordo mais triste ou passo por um período difícil em minha vida, pego meu carro e vou passear no cemitério da cidade. Ao encontrar a lápide desses meus colegas de faculdade, me detenho e falo em voz alta: ‘eu disse a vocês, idiotas’. E volto para casa um pouco mais renovado.”
IV) POTENCIAL ZETA E O SANGUE HUMANO
Eu não pretendo dar um curso sobre o Potencial Zeta em algumas páginas, mas nem isso é necessário. Basta entender o conceito de que o que leva o corpo numa direção mais saudável aumenta o Potencial Zeta e o que o diminui leva o corpo numa direção menos saudável.
Como disse antes, o sangue é um sistema coloide que consiste principalmente de algumas proteínas plasmáticas, alguns eletrólitos e três elementos figurados: hemácias, leucócitos e plaquetas.
A camada interna do aparato vascular, chamada de íntima, é carregada negativamente, assim como os elementos figurados. Como são de cargas semelhantes, eles se afastam, isto é, os elementos sólidos se mantêm próximos ao centro do vaso. Essa carga é possível de ser medida e dá-se o nome de Condutividade Específica (CS, do inglês Specific Condutance) que no sangue humano é, em média, de 12.000 SC.
E é o estado de dispersão dos elementos figurados que assegura a ótima função vascular.
O sangue humano contém 19 eletrólitos: sendo 8 essenciais (precisam ser adquiridos da alimentação) e 11 não essenciais. Dos oito eletrólitos essenciais, quatro são catiônicos (carregados positivamente) e quatro são aniônicos (carregados negativamente). Dos onze não essenciais, também chamados oligoelementos, oito são catiônicos e 3 aniônicos.
Os principais ânions do plasma sanguíneo são os cloretos (Cl-), carbonatos (HCO3-), fosfatos (HPO4-) e sulfatos (S3O4-). São os principais responsáveis pela manutenção das forças de dispersão dos elementos no sangue. Os principais cátions são o sódio (Na+), potássio (K+), cálcio (Ca++) e magnésio (Mg++).
O pH normal do sangue se equilibra ente 7.35 e 7.40. Acima ou abaixo do normal, os aminoácidos desempenham papel preponderante na manutenção do equilíbrio, uma vez que podem se transformar em ânions ou cátions, de acordo com a necessidade. Se o meio estiver alcalino, ânions são produzidos, se em meio ácido, cátions são liberados. Chamamos este mecanismo de Reserva Alcalina. Nossa vida só é possível por termos este mecanismo compensatório.
Os líquidos ou fluidos estão divididos em três compartimentos: intravascular (plasma), extracelular (intersticial) e o espaço intracelular. O plasma e o intersticial possuem a habilidade de trocas íons rapidamente, enquanto que os íons do intracelular não são facilmente trocados.
Se a concentração iônica do plasma aumenta, metade dos cátions migra para o meio extracelular, onde são estocados num esforço para equilibrar o meio. Quando a concentração no plasma volta ao normal, os eletrólitos retornam ao plasma, para mais tarde serem eliminados pelos rins.
Entretanto, se a concentração iônica permanecer elevada, a migração de cátions continuará até que o próprio fluido extracelular se torne também hipertônico. Neste ponto, o corpo terá de produzir água numa tentativa de diluir a alta concentração no local. O edema, por exemplo, é a acumulação de líquido intersticial resultante da alta concentração iônica. Alguém com edema persistente está em maus lençóis.
Abro um parêntese para explicar o funcionamento do rim. A urina é o resultado da contínua filtração do sangue pelos rins, cujo objetivo primário é preservar os eletrólitos essenciais.
O total de eletrólitos dissolvidos no plasma equivale a 9 g por litro de plasma (cerca de 1 colher se sopa), incluindo essenciais e não essenciais, de tal maneira que a média não ultrapasse 12.000 SC. Sódio, cálcio, potássio e magnésio são todos catiônicos, totalizando cerca de 3,5 gramas. Cloretos, carbonatos, fosfatos e sulfatos são aniônicos e totalizam 5,5 g numa combinação ideal. Este padrão 3,5 por 5,5 é a Razão da Vida. Os rins é que normalmente fazem a reabsorção seletiva desses eletrólitos essenciais, não permitindo que eles sejam eliminados pela urina sem necessidade.
Para que esta filtração ocorra adequadamente é necessário que o sangue esteja em constante movimento. Por isso, é essencial preservar sua fluidez, o que só é possível se não houver coagulação, ou seja, se os elementos figurados do sangue não estejam aglomerados, impedindo o fluxo dentro do sistema circulatório.
Clinicamente, não temos como avaliar se o sangue está prestes a coagular ou não, mas a análise da urina é um razoável indicador da quantidade de sólidos dissolvidos no sangue, principalmente de medirmos a Condutividade Específica da urina. Quanto maior o número de íons presentes, maior a chance de diminuir o Potencial Zeta, diminuindo as forças de dispersão e aumentando a possibilidade de coagulação.
V) A ALIMENTAÇÃO E AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES E RENAIS
O conteúdo mineral daquilo que comemos e bebemos é de fundamental importância na manutenção da saúde, até por que, é a principal fonte de ânions e cátions que chegam à corrente sanguínea. Controlar o conteúdo mineral dos alimentos e bebidas traz a possibilidade real de controlarmos a dispersão ou agregação dos elementos figurados do sangue.
À luz do Potencial Zeta, fica fácil entender a chave para o excesso de doenças cardiovasculares em nossa época: 1) excesso de ingestão de sais minerais; 2) a inversão na taxa normal do conteúdo de sódio/potássio; 3) gradual sobrecarga e esgotamento da função renal devido à ingestão de sais minerais em excesso.
Para ilustrar, se alguém ingerir 2 litros de água do mar (60.000 SC) dentro de um período de 48 h morre devido à coagulação intravascular. A alta concentração iônica (cloreto de sódio ou NaCl) baixa o Potencial Zeta resultando em aglomeração dos elementos figurados. Outros sais inorgânicos em alta concentração podem ser igualmente letais. Outros, mesmo em baixas concentrações são perigosos, mas requerem um período maior de tempo para produzir seu efeito tóxico.
Poucos produtos alimentícios mantém seu sabor depois de ser processados ou ficado meses enlatado. Os fabricantes tentam mascarar esse problema adicionando sal para conservar e potencializar o sabor. Por ser barato é o aditivo mais comumente usado. Não sabemos o motivo, mas na natureza todos os alimentos possuem uma taxa de potássio maior do que a de sódio. Um efeito imediato do uso do NaCl, portanto, é inverter o balanço sódio/potássio. Na verdade, a adição de sódio nestes alimentos e cinco vezes maior do que o na natureza.
A maneira mais prática de minimizar os efeitos desta inversão é evitar tanto quanto possível os produtos processados, como refrigerantes, embutidos, enlatados, conservas, salgadinhos etc. São itens comuns na alimentação da maioria das pessoas, mas essa atitude insana adiciona 20 g de sal por dia ao organismo, ou seja, mais do que o dobro do que o rim deste pode suportar.
Como a condutância específica (CS) do sangue é 12.000 SC, considera-se esta a carga máxima que o rim deve suportar. Na dieta ocidental atual, é comum encontrar produtos com carga mineral elevada, em média chegando a 17.500 SC, ou 50% maior do que o sangue humano. Vegetais frescos, por exemplo, possuem valores abaixo desta capacidade: 7.500 SC.
Podemos chamar de coagulação e de diminuição do Potencial Zeta, mas os médicos conhecem mais o seu efeito: agregação plaquetária, infarto, trombose venosa, embolia pulmonar, isquemia silenciosa, aterosclerose, placas...
VI) A ÁGUA
Talvez a maior fonte isolada de sais minerais seja a água potável processada nas grandes cidades. Os sais adicionados à água não tem a intenção de melhorar seu conteúdo, mas para controlar a erosão e entupimento dos encanamentos e, principalmente no Brasil, para transformar uma água poluída em algo que um ser humano tenha coragem de ingerir.
O problema é que os protocolos usados em qualquer sistema de tratamento da água visam destruir os micro-organismos e precipitar os elementos sólidos para assegurar que o consumidor a reconheça como potável. Quer dizer, esta “aprovação” dos consumidores vem através de uma água aparentemente limpa, clara e sem odor. O erro generalizado é achar que “água potável”, significa água saudável.
Na verdade, é impossível para os governos entregarem água de qualidade, dado aos graves problemas de poluição das fontes primárias. No Brasil, a maior parte das cidades é suprida por rios que atravessam dezenas de cidades, algumas (se não a maioria) sem tratamento adequado de esgoto, cujos dejetos são jogados diretamente na água. Essa matéria orgânica em decomposição se soma aos resíduos orgânicos naturais: folhas da vegetação que circunda os rios e nascentes, corpos e dejetos de animais mortos etc. Para matar os micro-organismos resultantes, o cloro é adicionado à água.
Além dos problemas do cloro por si só, sua reação com esses compostos orgânicos produz uma grande família de substâncias tóxicas, os trialometanos (clorofórmio, triclorometano, bromodiclorometano, dibromoclorometano e tribromometano) que podem ser absorvidos através da pele ou pela inalação e não são detoxificados pelo fígado. Esses compostos são conhecidos há muito tempo como carcinogênicos.
Outra adição que é feita no Brasil é a do flúor, sob o pretexto de prevenir cáries dentárias. Ele chega às nossas casas, sendo 90% dele na forma de ácido hidrofluórico, um subproduto da indústria do alumínio, aço, cimento e dos pesticidas à base de superfosfatos, cuja toxicidade não permite que seja despejado no mar, rios ou lagos. Na concentração utilizada no Brasil, 3-4 ppm (partes por milhão), ele se combina com o cálcio dos dentes produzindo uma abrasão conhecida como fluorose. Seu uso contínuo produz ainda alterações no metabolismo do cálcio (osteoporose e osteoartrite); deforma as fibras de colágeno (pele, articulações, disco intervertebral e todos os tecidos conjuntivos); é um bloqueador enzimático; impacta o funcionamento da tiroide, levando ao hipotiroidismo; impede a absorção de cálcio pelos rins; acelera a taxa de crescimento celular e provoca mutações genéticas (câncer) e reduz a capacidade de utilização do oxigênio.
Outros íons adicionados à água são os que contêm alumínio, principalmente na forma de sulfato de alumínio. Aliás, seu uso está de acordo com o que falei até aqui. Como um cátion trivalente, seu poder de coagulação faz com que os sólidos presentes na água de agreguem e se depositem no fundo dos tanques. Quem tem piscina em casa sabe disso: usa sulfato de alumínio para decantar e aspirar os resíduos que ficam no fundo da piscina.
O problema é que parte destes sais permanece na água e acabam por produzir o mesmo efeito – coagulação (diminuição do Potencial Zeta) – em nosso corpo. E existem outros cátions presentes na água que contribuem para este problema: chumbo (Pb++), mercúrio (Hg++), cádmio (Cd++), zinco (Zn++)... elementos que a medicina convencional não enxerga como danosos, mas que impactam nosso organismo a cada simples ato de beber um copo-d’água ou mesmo usar a água da torneira para cozinhar.
O alumínio é tão danoso que não deveria ser utilizado pelo ser humano de nenhuma forma. Mesmo assim, as pessoas acabam absorvendo-o, não só pela água que bebem, mas através de medicamentos prescritos por seu médico, por desodorantes aplicados nas axilas, nos xampus (principalmente anticaspa), nos invólucros de alimentos e bebidas e, pior ainda, introduzidos como coadjuvantes nas vacinas aplicadas desde que a criança sai da maternidade até a idade adulta, incentivado pelos governos e sociedades medicas desavisadas (ou não?).
O mercúrio é outro contaminante extremamente danoso. São raras as contaminações agudas, mas o efeito cumulativo durante anos traz graves repercussões à saúde. Ele está presente nas vacinas e nos amálgamas dentários, tornando-se uma importante fonte de autocontaminação. Quem possui estas restaurações metálicas em sua boca exala mercúrio numa concentração 130 vezes maior do que a do ar atmosférico. Mas cada vez que um dentista restaura ou substitui este amálgama e joga-o no lixo, acaba contaminando o solo e a água que bebemos. Até o hábito de trocar as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes (as ditas “econômicas”) acaba por aumentar a concentração deste cátion no meio ambiente.
Outro problema que afeta a qualidade da água está ligado ao agronegócio que inunda as plantações com pesticidas que escoam pelo solo e contaminam os lençóis freáticos no subterrâneo. O uso de antibióticos e hormônios usados na criação de gado (e outros animais) é eliminado pela urina e produz o mesmo tipo de contaminação do subsolo.
Inclua nesse raciocínio os milhões de mulheres que tomam hormônios, como reposição ou através das pílulas anticoncepcionais. Toneladas de resíduos são eliminados diariamente pela urina, chegam aos esgotos e aos rios, uma vez que não são retirados mesmo com as mais avançadas técnicas de saneamento. O caso é tão grave que muitas espécies de peixes estão desaparecendo junto à foz dos rios no mar, simplesmente por nascerem apenas fêmeas. Com o excesso de hormônios femininos os machos não se desenvolvem e a espécie não se reproduz.
A gravidade deste processo é tão grande que o teor médio de espermatozoides em seres humanos diminuiu em 50% nos últimos quarenta anos. As meninas entram na puberdade mais precocemente e os meninos ganham características femininas.
Então, a ingestão de água nos traz pelo menos duas classes de problemas concomitantes: a carga tóxica e o excesso de sais minerais, incluindo cátions trivalentes.
VII) COMO CUIDAR?
Com a ingestão de alta concentração de minerais, os rins têm dificuldade para manter a Condutividade Específica do sangue em 12.000 CS. Uma saída é diluir esta carga excedente introduzindo mais água no sistema, isto é, beber mais água. Este simples ato dilui a concentração sem forçar os rins a lidar com a carga extra de sólidos. Calcula-se que beber 1.200 ml de água dobra a capacidade renal de manter o sangue em 12.000 CS. Se você é daqueles que gosta de fazer contas calcule sua necessidade diária na razão de 30 ml por quilo.
Obviamente, esta água deve ser livre de minerais (como na água destilada), ou pelo menos ter uma baixa carga mineral. Uma atitude saudável é beber pelo menos 1 copo de água sem minerais ao acordar, antes do almoço, no final da tarde e antes de dormir. Se a entrada de minerais for adequada, os rins podem dar conta durante o dia e descansar durante a noite de sono. É bom ter em mente que o rim permanecerá mais saudável com este descanso de 9 horas, sobrando ainda 15 horas de trabalho duro. Um rim debilitado acaba por trabalhar durante as 24 h do dia e para aqueles com péssimos hábitos alimentares, a luz no final do túnel não trará coisas boas.
Por isso, não chega a ser um erro a recomendação médica de restringir o sal dos alimentos, mas o problema não é o NaCl per se, mas o alto gradiente de eletrólitos que faz o rim entrar em sobrecarga.
São poucos os médicos treinados para orientar seus pacientes sobre esses temas que citei aqui, quanto mais para acompanhar pacientes com quadro clínico já manifesto. O tratamento deve se basear em alguns pilares:
- Diminuir a carga de minerais totais;
- Diminuir a carga de cátions, principalmente os di e trivalentes;
- Manter o pH do sangue e tecidos levemente alcalino;
- Garantir a ingesta adequada de água;
- Controlar os eletrólitos no sangue;
- Orientar sobre como produzir água livre de minerais (destilador e filtro de osmose reversa);
- Utilizar sais aniônicos para aumentar o Potencial Zeta.
VIII) COMO PURIFICAR A ÁGUA?
Estou limitando este artigo aos conceitos e foge ao escopo orientar sobre possíveis tratamentos adicionais, mas a falta de conhecimento generalizado fez com que eu tenha dado enfoque principal na água.
Fonte da vida, 70% do corpo humano é H2O. É a principal fonte de OH-, o principal radical para a dispersão dos coloides. Se a ciência se ocupasse em mostrar às pessoas que água nova não pode ser feita, talvez ficássemos mais atentos toda vez que ouvíssemos que a água em nosso planeta está progressivamente mais poluída. A água que está aqui existe desde o início de nosso planeta.
E outro erro tão prejudicial é achar toda água é igual.
É um trabalho difícil de conscientização, pois nosso primeiro impulso é perguntar a nosso médico sobre o que ele acha de tudo isso. Aconselho você a imprimir isso e mostrar a ele, pois o mais provável é que ele nunca tenha ouvido nada sobre estes conceitos.
Agora, pense bem: você realmente acha que a indústria da saúde iria investir bilhões de dólares num congresso médico para ensinar a usar cristais aniônicos surfactantes e sobre como produzir água destilada? Não lhe parece mais fácil que o esforço recaia sobre uma nova técnica para angioplastia ou sobre os mais avançados procedimentos cirúrgicos?
Não se engane: sua única chance é se tornar seu próprio professor/doutor/legislador. Esta jornada é pessoal. Este texto até tem a pretensão de trazer à luz um conceito tão obscuro que poucos ouviram falar dele. Quem sabe o quadro venha a se reverter?
Por isso, uma das principais atitudes que você deve tomar é investir num aparelho que purifique a água de sua residência. Há dois sistemas disponíveis: Osmose Reversa e Destilação.
Esqueça todos os outros sistemas. Não existem filtros que possam retirar todos os elementos indesejáveis que mostrei anteriormente (alumínio, mercúrio, trialometanos, hormônios, pesticidas). O máximo que eles fazem é diminuir a quantidade de elementos sólidos, de partículas suspensas na água, mas nada fazem para diminuir sua carga mineral.
Um filtro sofisticado (nem falo dos mais simples) dificilmente produz água com menos de 10 ppm, o que é inaceitável. Alguns sistemas utilizam prata, que se acumula nos módulos de filtragem a acabam por aumentar a carga de cátions.
O mesmo ocorre com a água engarrafada. É uma alternativa para fugir da água tratada que chega pela torneira, mas você deve buscar aquelas cujas nascentes fiquem fora das grandes cidades, pois os mananciais próximos aos grandes centros também estão contaminados pela poluição ambiental e agrícola. Cuidado com o local de armazenamento e evite comprá-la em depósitos sujos ou próximos a fontes de contaminação, como postos de combustível. Outro agravante diz respeito aos constituintes do plástico (principalmente o bisfenol-A) que tendem a vazar para a água, algo que piora à medida que o galão fica exposto ao sol ou é utilizado por várias vezes. Por isso, prefira galões novos ou reciclados periodicamente.
Não se iluda: a única maneira de controlar o Potencial Zeta do sangue e não sobrecarregar coração e rins é controlando a ingesta total de sólidos. Uma pequena quantidade de cloreto de alumínio (3-5 ppm) é o suficiente para produzir agregação das hemácias, de maneira semelhante à que ocorre na trombose ou no infarto do miocárdio.
É melhor dialisar a água que você vai ingerir do que dialisar o sangue mais tarde para controlar o conteúdo de minerais em seu corpo.
O sistema mais seguro é o de Osmose Reversa. Não é à toa que este sistema é utilizado nas hemodiálises. Mesmo assim, existem poucos aparelhos disponíveis no Brasil e são mais caros. Mesmo assim, se esta for sua opção, nunca compre um aparelho cujo tamanho dos poros seja maior do que 2 mícrons.
Outra excelente opção é o Destilador. Ele não é considerado tão seguro, pois muitos elementos voláteis (pesticidas, por exemplo), não são eliminados e retornam à água produzida. Você deve buscar aparelhos que possuam um sistema de exaustão para a eliminação destes contaminantes. O produto final não deve conter sólido mensurável, isto é a Condutividade Específica (CS) deve ser 0.00.
Há um destilador disponível no Brasil com estas características que é comercializado pela Biowater (www.biowatersystem.com.br) e posso resumir assim seu funcionamento:
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Vantagens da água purificada:
1. Purifica a água mediante a destilação por vaporização e filtração com carbono ativado eliminando praticamente 100% das impurezas da água de torneira que chega às nossas casas ou mineral. |
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Como funciona:
1. Aágua é aquecida até uma temperatura superior aos cem graus, fazendo com que se transforme em vapor. Qualquer micro-organismo (bactéria, vírus ou parasitas presentes na água morrem pela alta temperatura). |
IX) CRISTAIS ANIÔNICOS
Quando preparamos nossa própria água destilada, temos à nossa disposição um excelente instrumento terapêutico: a possibilidade de adicionarmos à água sais aniônicos. Com isso, reequilibramos o Potencial Zeta do sangue.
Na verdade, quando adicionamos sais aniônicos específicos e na concentração correta à água destilada, uma série de complexas alterações químicas ocorrem:
- O aumento do Potencial Zeta faz com que as moléculas de água sejam atraídas para a vizinhança do coloide onde ela se torna fortemente polarizada e toma a forma geodésica;
- Este ordenamento das moléculas reduz a entropia da água e aumenta sua energia livre permitindo que as reações químicas ocorram mais facilmente e com menor gasto de energia;
- A tensão superficial é fortemente reduzida, o que aumenta um fenômeno conhecido como molhabilidade (wetting), isto é, a água requer menos energia para molhar as substâncias, o que em última análise, melhora a hidratação;
- Os coloides formados se transformam em um enorme reservatório de átomos de hidrogênio ionizados negativamente.
Mas não importa a razão, pacientes hidratados com água adequada melhoram muitos problemas de saúde, com efeito dramático na diminuição da pressão arterial e na melhora clínica de muitas patologias cardiovasculares e renais.
Como lembra com propriedade o Dr. Paulo Farber (http://pfarber.sites.uol.com.br/) sua utilização só pode ser feita monitorando os eletrólitos do sangue e controlando sua ingestão de acordo com parâmetros clínicos, por isso, não posso colocar aqui nenhuma fórmula ou receita. Ainda temos de controlar outros parâmetros, como o pH da urina, e sempre oriento aos pacientes mais graves que comprem um medidor de condutividade elétrica e de pH e façam a medicação em sua própria casa. Minha sugestão é que você busque um profissional competente no assunto mais próximo de você.
De qualquer maneira, vou dar aqui um depoimento pessoal: uso o destilador da Biowater há anos e tenho por hábito colocar a água destilada num recipiente de barro cerâmico. Existem marcas tradicionais no Brasil, como a Stefani e a Sallus, pois a cerâmica de má qualidade pode ser fonte de metais pesados. Mesmo sem os cristais, o barro (argila) retira eventuais metais pesados e entrega íons bicarbonato à água, que são aniônicos e aumentam o Potencial Zeta.
E então? Gostou do artigo? Espero que não tenha ficado árido demais.
No próximo artigo sobre este tema vou abordar mais a fundo como os metais pesados interferem no Potencial Zeta, assim como a acidez do sangue e as vacinas.
Até lá.
Carlos Braghini Jr.
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